Entrevista: gênero jornalístico tão comum em nossas vidas que nem percebemos, pense que uma criança está em casa e pergunta a sua mãe:
- Mãe, quando você tinha minha idade você também brincava na rua?
A pergunta apesar de simples vem cheia de conteúdo e fará com que a mãe desenterre algumas histórias de sua infância, o que acarretará possivelmente a um longo bate papo entre mãe e filho.
No jornalismo funciona exatamente igual, o jornalista é o filho curioso, que quer obter respostas de sua fonte, no exemplo dado, a mãe do menino.
Todo jornalista usa a entrevista como ferramenta na construção da matéria, seja ele profissional de rádio, televisão ou impresso, tornar a entrevista “gostosa” seria o ideal, deixando a fonte a vontade para dar todas as respostas que o jornalista quer ouvir.
Segundo a mestra em comunicação e jornalista, Carla Muhlhaus “Não há jornalismo sem entrevista”
Sabendo que o jornalista usa o recurso da entrevista para a construção da matéria, já podemos pensar em edição no meio impresso.
Quebrando paradigmas, o Pasquim ficou famoso pelo seu papel de oposição ao governo militar e se tornou um marco na história do jornalismo brasileiro, entre diversos episódios históricos do jornal, está a inserção de uma entrevista sem edição.
O cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, um dos criadores e idealizadores desse projeto chamado Pasquim, conta que certa vez, sobrou para ele publicar uma entrevista no jornal, já que os jornalistas responsáveis estavam ocupados ( segundo ele com uma garrafa de whisky); sem saber o que fazer, Jaguar que não conhecia o trabalho de edição, que consiste em separar as respostas do entrevistado, criando um texto corrido, publicou perguntas e respostas e sem saber criou uma nova forma de entrevista, a chamada de ping-pong;
A seguinte afirmação está em um documentário sobre o Pasquim, porém, não se sabe se a história é realmente verdadeira, ou pura ironia do cartunista, assim, não pode-se afirmar que Jaguar criou as entrevista no formato perguntas e respostas, porém, sabemos que esse tipo de entrevista é agradável ao leitor, e dá uma sensação de intimidade entre entrevistado e entrevistador.
E essa é a proposta do “BATE PAPO COM ACCACIO”, que trará em sua maior parte entrevistas em ping-pong, mas que às vezes trará um texto corrido, para fugir da regra.
Espero que possamos juntos efetuar um bom trabalho e que o blog seja agradável a vocês, mandem suas sugestões que sempre serão bem vindas, boa leitura.
Muito bom amor, tenho certeza de que seu blog ficará cada vez mais incrível, saiba que acompanharei e estarei sempre ao seu lado para o que precisar.
ResponderExcluirBeijos
Sucesso em tudo que você faz. Você merece.
Jé